segunda-feira, 13 de julho de 2015

Falhei, mas estou aqui.

Como vocês puderam ver, meu projeto dos pães (aqui no blog) não foi para frente.
Testei uma receita, fiz o rascunho de uma segunda e ficou por isso mesmo, há quase um ano.

Relendo o primeiro texto que eu fiz para esse blog (praticamente 4 anos atrás), vejo o quanto a cozinha é importante para mim, e por mais que eu tente, não consigo me afastar dela. 
Por isso, venho mais uma vez me redimir e recomeçar este espaço.

Sem promessas, apenas com a vontade de manter ativo o blog que já me foi tão útil e agradável nas melhores e piores horas.

domingo, 17 de agosto de 2014

Pão Branco

Resolvi começar pela receita mais simples, que também é a primeira do livro, porém já tinha me decidido a não necessariamente seguir a ordem. É o que se chama de massa pobre, usa apenas farinha, água, fermento e sal. Simples, fácil e gostoso.




Nunca tive grande paciência para receitas que dependessem de mim durante bastante tempo, ou muitas vezes ao longo do preparo, mas ao que tudo indica o método do livro é assim. A sova da massa é feita em algumas etapas de menos de um minuto cada, com descanso de 10 minutos entre elas. No fim das contas, é bem mais leve para os braços do que se fosse feita de uma vez. E parece funcionar.




A massa estava um pouco mais seca do que eu esperava, então o pão ficou mais pesado e denso, o que não impediu que ficasse macio.
Minha forma era maior do que precisava, então o pão não ficou tão alto quanto deveria.

Testei ao natural e na torradeira.
Resultado: aprovado!







Obs.: O rasgo que se vê na lateral do pão é devido ao tempo de fermentação depois da modelagem, que não foi tão longo quanto deveria. Segui a descrição do livro, mas por estar frio, não foi o suficiente, mesmo assim, quis testar.

Para começar

Como se diz nas guerras: antes da batalha é bom conhecer o inimigo.
Então, lá fui eu ler a introdução do livro antes de fazer qualquer teste. Percebi que eu e o autor teremos alguns problemas de execução ao longo do processo. Algumas alterações terão que ser feitas.

Um bom exemplo é o fermento. O autor cita no livro os tipos de fermento (biológico fresco, seco e instantâneo). O fresco é o mais antigo, aquele de tablete, que precisa de refrigeração. O instantâneo é o que se tem usado bastante ultimamente, fácil de encontrar nos mercados, menos perecível que o primeiro, e mais simples de usar. E o seco, o que ele diz ser o mais usado no livro, não é muito produzido no Brasil, é como se fosse o instantâneo, mas precisa ser hidratado antes de usar.
Pela facilidade de utilização e armazenamento prefiro e vou continuar usando o instantâneo. No resultado final, não dá diferença. Só uma dica: se for trocar o biológico fresco pelo instantâneo nas receitas, divida a quantidade por 3, pois o instantâneo é 3 vezes mais forte que o fresco.

Mais uma coisa que queria colocar aqui é de onde veio minha motivação para criar esse projeto.
Sempre que assisto o filme Julie & Julia (fiz uma pequena resenha do filme aqui) me sinto inspirada à fazer alguma coisa, e usar meu tempo para algo mais construtivo e criativo, ganhando ou não dinheiro com isso. Revi o filme faz um pouco mais de um mês, e desde então vinha me programando para começar, até que parei de tentar programar e resolvi começar. E aqui estou!

No próximo texto já trago a primeira receita. 
Vocês não perdem por esperar.
Até breve!

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Novo Projeto

Já nem sei mais quantas vezes eu recomecei esse blog, mas faço mais uma agora.
Nesta fase pretendo fazer algo novo, um projeto, todo dedicado ao assunto mais presente na minha vida nos últimos meses: PÃO. Sim, aquele que você come, ou gostaria de comer, todos os dias.

Trabalho com isso há alguns meses, mas me interesso pela panificação desde criança. Desde o pão caseiro que minha avó faz, as idas a pé (chatas e cansativas) até a padaria para comprar o pãozinho de sempre, ou as baguetinhas da minha outra avó, que tinham que ser daquela padaria específica, até as incansáveis tentativas de achar um pão de forma integral industrializado que seja gostoso.

Existe também uma tentativa de criar e exercitar a minha disciplina, com o objetivo de começar e terminar esse projeto que se resume à: testar todas as receitas do livro PÃES (Emmanuel Hadjiandreou, PubliFolha), e postar os resultados, bons ou ruins, que saírem disso.
São 53 receitas e eu me coloco o prazo de 100 dias para terminar o livro. Não coloco o tempo menor, pois sei que seria quase impossível de seguir, e porque sei que não teremos tempo e nem estômago de comer tudo tão rápido, afinal, somos só dois em casa.

Espero, sinceramente, que sirva de alguma coisa para vocês que lerão esses relatos, e de estudo para mim. Como era de se esperar, meu intuito aqui não é postar as receitas, mesmo porque, eu poderia ser processada pelo autor ou pela editora, mas não quer dizer que algo não possa ser escrito aqui.

Por fim, desejo-me boa sorte, e que com esses testes não venham muitos quilos.


quinta-feira, 9 de maio de 2013

Torta de Liquidificador - Baixo Carboidrato

Hoje vim postar para vocês uma receita de torta de liquidificador que é bem versátil.
Para sair um pouco da farinha branca de trigo, usei farinha de grão de bico e linhaça triturada. De recheio da para usar basicamente qualquer coisa, vai do seu gosto, ou do que tiver na geladeira.


O que você vai precisar:
Massa
- 1 xícara de farinha de grão de bico
- 1 xícara de linhaça triturada (ou farinha de linhaça)
- 1 ½ xícaras de água
- 1/2 xícara de óleo
- 1 colher de chá de fermento em pó
- 4 ovos
- 1 colher de sopa de mostarda
- 2 colheres de sopa de alho frito
- sal, pimenta, orégano, gengibre em pó a gosto
- 2 colheres de sopa de azeite

Recheio
- 6 fatias de presunto cortadas em tiras
- 6 fatias de mortadela cortadas em tiras
- 1 cenoura média ralada

Modo de Preparo:
- Coloque todos os ingredientes da massa (menos o azeite) no liquidificador, e bata até ficar homogêneo.
- Em uma assadeira, untada com manteiga, coloque metade da massa da torta.
- Distribua o recheio sobre a massa
- Preencha com a outra metade da massa e regue com o azeite.
- Asse em forno médio, pré-aquecido, por 40 minutos.

Se você achar que a massa ficou muito grossa, ou que não está processando corretamente, acrescente mais água. A massa vai ficar mais densa e pesada do que a de uma torta com farinha de trigo. Se preferir não colocar a linhaça, acrescente mais farinha de grão de bico, ou se outro grão de sua preferência.


PS: As fotos ficaram bem ruins.. Assim que fizer outra torta, tiro fotos melhores e posto aqui!

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Pão de Grão de Bico

Continuando nas receitas da dieta, testei o que eles chamam de pão de grão de bico. Na minha opinião está mais para um bolo, seco e pesado.
Não é ruim, mas não se assemelha muito a um pão. A não ser quando se torra uma fatia fina com manteiga...

O que você vai precisar:
- 200g de farinha de grão de bico¹
- 80g de manteiga
- 5 claras
- 2 gemas
- 1 cl de chá de fermento em pó
- uma pitada de sal

¹é possível encontrar a farinha de grão de bico pronta, mas caso queira fazer, é só processar os grãos crus até obter uma farinha lisa, para um resultado melhor, peneire.

Modo de Preparo:
- bata as claras em neve, com uma pitada de sal, e reserve
- bata a manteiga com as gemas até ficar cremoso, e reserve
- misture a farinha de grão de bico com o fermento
- acrescente a farinha à mistura de manteiga e gemas
- incorpore levemente as claras em neve à mistura
- despeje em uma forma de bolo inglês untada, com papel manteiga
- asse em forno pré-aquecido por 40 minutos

Depois que misturar a manteiga com a farinha vai ficar bem consistente, bem seco, conforme você for misturando as claras, vai melhorando, mas mesmo assim, não fica uma massa mole.

Fiz algumas alterações da receita original, que é oferecida pela equipe do Body Change. Eles colocam 160g de grão de bico, e 40g de farinha de amêndoa, como não tinha, coloquei mais grão de bico. Fiz a troca do bicarbonato de sódio por fermento em pó, e retirei 1 colher de sopa de semente de abóbora da receita. Não sei se essas mudanças alteraram muito o sabor e a textura, mas creio que não. Vou testar a receita original também, e posto aqui depois. Da próxima vez que fizer, colocarei mais sal, acho que faltou um pouco.


Comer ele sozinho não é muito gostoso, mas acompanhado de algo para umedecer, fica bom. Experimentei com manteiga e presunto, com salame e torrado com manteiga. Ele quente fica mais gostoso, também. Outra dica bacana é cortar fatias finas.
O pão não dura muitos dias, devido à falta de conservantes, por isso é bom fazer no máximo uma receita dessas, e esperar acabar para fazer novamente. O pão é pesado, então não dá para comer muito de uma vez.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Salada de Grão de Bico

Comecei uma dieta há quase uma semana. Já passou da hora de dar um jeito nas coisas por aqui.
E nela estão vetados os doces, as frutas - só podem ser consumidas após os exercícios - , as bebidas alcoólicas - o vinho está liberado, desde que consumido junto com as refeições - e os carboidratos em geral.
Se quiser saber mais sobre isso, começamos um blog - eu e a Rose Castilho - com a nossa rotina e nossos cardápios. Veja mais aqui.

Por esse motivo as receitas que pintarem por aqui agora, seguirão um pouco desse padrão.
Começando por uma salada de grão de bico - carboidrato permitido - bem simples e gostosa para substituir o arroz.

O que você vai precisar:
- 300gr de grão de bico cozido
- 1 cenoura ralada
- 100gr de ervilha
- sal a gosto
- 2cl de sopa de azeite
- orégano e salsinha a gosto

Modo de Preparo:
- Misture todos os ingredientes e sirva gelado.

Dicas:
- Para o grão de bico ficar mais saboroso, adicionei um pouco de sal, aceto balsâmico, e caldo de frango na água do cozimento.
- Se quiser, também pode colocar atum, cebola, tomate sem casca e sem semente.
- Pode ser usada como acompanhamento de carnes, ou mesmo de salada de folhas.

terça-feira, 9 de abril de 2013

Kibe de Batata


Tenho percebido que a ausência vai ser algo constante nesse blog. Por mais que eu continue cozinhando com frequência, principalmente quando não estou trabalhando, me falta tempo de vir postar aqui. Material eu tenho aos montes, mas...
Se tudo sair como o esperado, colocarei uma série de receitas árabes, e nem tão árabes assim. Devido a um evento que fiz semana passada. Para começar, um kibe vegano.

O que você vai precisar:
- 1kg de batata descascada ralada
- 500g de trigo para kibe hidratado
- 150ml de azeite de oliva
- 5 cl de sopa de orégano
- 1 cl de chá de cominho em pó
- 1 cl de chá de canela
- 1 cl de chá de gengibre em pó
- sal e pimenta a gosto

Modo de Preparo:
- Misture todos os ingredientes
- Coloque a mistura em uma assadeira grande untada com óleo ou azeite.
- Regue com azeite.
- Cubra com papel alumínio e asse em forno médio por 1hr.
- Retire o papel alumínio e deixe assar em fogo alto por mais meia hora, ou até que esteja dourado.

Dicas:
- Para hidratar o trigo, coloque em uma vasilha e adicione 1 litro de água, deixe descansar por 2 horas.
- Pode ser recheado com queijo, ou outro ingrediente de sua preferência.
- Por não conter nenhum ingrediente de origem animal, pode ser consumido por vegetarianos e veganos.
- Se quiser, misture cenoura ralada na massa.

Dificuldade: pouca
Rendimento: uma assadeira grande
Custo: baixo



Espero que gostem e até a próxima!

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Rabada com Agrião


O cenário: última prova prática do ano, matéria de carnes e aves.
Os protagonistas: eu e mais 4 meninas.
O desafio: fazer rabada com agrião.
O problema: nenhuma de nós tinha feito rabada antes.
O resultado: nota máxima!

Aí vai a receita que deu certo sem saber.
 
O que você vai precisar?
- 1 rabo (não faço ideia de quanto pesava...)
- 3 tomates italianos picados sem pele e sem sementes
- 1 cebola picada
- 2 dentes de alho picados
- 5 colheres de sopa de extrato de tomate
- 1 maço de agrião
- 2 litros de caldo de carne



Modo de Preparo:

A carne
 - retire o excesso de gordura do rabo e corte nas articulações
- deixe ferver por cerca de 5 minutos para retirar parte da gordura e reserve
- em uma panela de pressão doure a cebola e o alho.
- coloque a carne e deixe dourar bem.
- acrescente o tomate, o extrato de tomate, sal e pimenta a gosto.
- coloque o caldo quase até cobrir a carne e tampe a panela.
- após pegar pressão deixe cozinhar por 50 minutos em fogo baixo.

O molho
- separe alguns ramos de agrião para decoração.
- bata no liquidificador o agrião que sobrar com um pouco do caldo de carne, e acrescente um pouco do caldo que ficar na panela da carne já pronta.
- corrija os temperos e reserve.

Dificuldade: razoável (a parte mais difícil for cortar o rabo)
Custo: baixo (não sei quanto custa o rabo, mas não deve ser muito.)
Rendimento: o suficiente para 4 pessoas famintas. rs

Aí é só montar o prato e comer!


terça-feira, 27 de novembro de 2012

Patê de Salame

Eu tenho tentado voltar a postar, e trazer coisas bacanas para esse espaço, mas a correria de fim de semestre e de ano, não tem possibilitado muito.

Vim trazer uma receita bem tradicional na família e que sempre foi super bem aceita.
Nada de saladinha, entradinha light, bruschetta...
Mas sim um patê de salame bastante calórico, fácil de fazer, e gostoso!


Vamos lá!

O que você vai precisar?
- 300g de salame tipo italiano
- 250g de queijo provolone
- 250g de maionese
- 200g de requeijão
- 2 cl de sopa de azeite
- salsinha a gosto

Modo de Preparo
- processe o salame e o queijo,
- misture a maionese e o requeijão,
- adicione os processados, o azeite e a salsinha,
- misture até ficar homogêneo, e.... pronto!

Dificuldade: super baixa
Custo: médio
Rendimento: até 10 pessoas

Se não tiver um processador em casa, pode fazer com o queijo e o salame ralado, mas dá um trabalho a mais.

É certeza de sucesso em festas, reuniões, jantares e tudo o mais.
Façam, testem e divirtam-se!

Se tudo der certo, volto em breve.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Ausência e Concurso.

Sei que estive ausente no último mês, mas é por uma boa causa.
Comecei a trabalhar e agora tenho bem menos tempo para vir aqui.
Assim que possível eu volto a postar com uma frequência maior. Tenho bastante coisa reservada para colocar aqui.

O outro motivo que me fez vir aqui correndo hoje, foi dizer que estou participando de um concurso e pedir a ajuda de vocês.

A Caixa Econômica Federal lançou um concurso cultural com a premissa de patrocinar o sonho de 3 universitários. Para participar a pessoa tinha que enviar um vídeo de até 2 minutos, contando qual era o sonho. Os dez melhores (e eu estou entre eles) foram escolhidos pelos organizadores, e agora foi aberto para votação do publico.
Quem tiver mais votos, ganha.
Ou seja...
Preciso de ajuda!
Para tal, entrem no link http://www.seliganacaixa.com.br/new_mural.php, encontrem o vídeo "Meu Saboroso Sonho" em nome de Nathalia Alvarez (eu mesma!) e votem! É o que tem a imagem da panela na mesa.
Se tudo der certo, conseguirei realizar esse sonho junto com alguns outros.
Se puderem, agradeço! E se quiserem compartilhar, ajudar a divulgar, melhor ainda!!

De qualquer forma, deixo o vídeo abaixo para quem quiser ver.




Tentarei voltar o mais rápido possível com novidades!

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Um Ano!

Ontem o blog fez um ano de existência, e na correria nem tive como vir aqui dizer alguma coisa.

Muito aconteceu desde que eu decidi criar esse espaço.
A mudança de carreira, depois de entrar na faculdade pela qual eu tentei por 5 anos.
A quarta mudança de cidade em 3 anos.
A dedicação ao que realmente me satisfaz.
A quantidade de outros endereços que conheci.
As receitas e experiências lidas, o conhecimento adquirido.
O início de uma nova vida, certamente.

Ainda não consigo vir aqui o tanto que eu gostaria, mas com uma média de um post quinzenal, até que não está tão ruim.

Aproveito essa rápida publicação para agradecer a quem me incentivou a começar o blog, aos que serviram de cobaia para as receitas postadas, e claro, a quem visita, comenta e curte as publicações no facebook.

Agora... bora trabalhar!
Até a próxima! E que venham os próximos anos!

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Pavê de Limão e Chocolate

   Prestes a completar o primeiro ano de blog, venho deixar uma sobremesa com cara de churrasco de domingo.
   É tão fácil e eu já fiz tantas vezes, que achei até que já tinha postado.

O que você vai precisar
- 2 barras de chocolate meio amargo
- 2 latas de creme de leite
- 1 lata de leite condensado
- 250gr de rosquinha de leite
- 100ml de leite
- 2 limões
- 2 cl de sopa de conhaque

Modo de Preparo
- derreta as duas barras de chocolate, deixando um pedaço pequeno para decoração.
- misture o um creme de leite e o conhaque, reserve.
- em outro recipiente misture o leite condensado com o outro creme de leite.
- adicione o suco dos dois limões e misture bem, reserve.
- mergulhe as rosquinhas no leite e forre o fundo de uma travessa.
- cubra com o creme de chocolate, e coloque mais uma camada de biscoitos por cima.
- finalize com a mistura de limão.
- deixe na geladeira por, no mínimo, 2 horas.



Dicas
- pode trocar o chocolate meio amargo por ao leite, se gostar de sobremesas mais doces.
- para decorar cubra com raspas de chocolate e/ou limão.
- se não gosta de bebida alcoólica, retire.
- substitua o conhaque por whisky ou rum, se preferir.
- eu fiz com limão Tahiti, mas dá para fazer com o Siciliano, fica mais suave.


   Resultado: sobremesa simples, super rápida de fazer, e bem gostosa!

domingo, 22 de julho de 2012

O Bom(?) Atendimento

    Desde que resolvi entrar para a área da Gastronomia, e possivelmente até um pouco antes, eu comecei a reparar mais nos estabelecimentos em geral. Até para ter uma noção do que fazer e não fazer quando, e se, eu tiver meu próprio.
    E ao que tudo indica, a situação, pelo menos aqui em São Paulo, é feia.

    Uma das primeiras coisas, se não a primeira, que você repara ao entrar em um restaurante, lanchonete, café, bistrô e afins, é o atendimento. Se demorou entre você entrar no lugar, ser percebido e ser atendido, se quem te atendeu foi educado, prestativo, e por ai vai.
    E é incrível como existe uma falha nesse quesito. Desde a barraquinha que você compra um refrigerante na estação de metrô, até um restaurante de shopping de alto padrão, o atendimento é ruim.

    Não sei dizer se a "culpa" é do estabelecimento que não prepara e cobra dos funcionários uma atitude melhor, ou se dos próprios atendentes que não se importam em prestar um serviço agradável, aceitável.
    Acho possível, também, que parte disso tudo venha dos próprios clientes não reclamarem, não exigirem uma melhora. Quando se está em um restaurante, é mal atendido e diz que não vai pagar o serviço, as pessoas fazem cara feia, terminam o atendimento da pior forma possível, e fica por isso mesmo. Eles recuperam o valor na mesa seguinte.
    Falta qualificação na mão de obra? Claro, como em qualquer outra área. Mas, e ai pessoal, vamos nos mexer?

    As empresas estão investindo em formas alternativas de venderem seus serviços. Além do delivery pelo telefone, agora também é possível fazer pedidos pela internet. A intenção é que cada vez menos o cliente tenha contato com o atendente, para evitar uma experiência ruim e que parem de consumir da empresa.
    Mas isso funciona? Não em todos os casos. Tenho costume de pedir online há alguns meses, e já tive problemas. Pedido errado, faltando itens, faltando troco. Fora a grande possibilidade da comida chegar fria, toda torta e desmontada pela falta de cuidado do entregador. Aí ou você se sujeita a entrar em contato com um atendente, ou deixa por isso mesmo e continua ignorando e engolindo o mal atendimento.

    O que fazer então? Deixar uma reclamação a cada estabelecimento? Desistir de sair para qualquer lugar em que você dependa de um atendimento? Pedir em casa pelo telefone, pela internet? Não comer mais fora, e só cozinhar em casa?

    Eu não sei se me tornei uma pessoa muito chata e crítica, ou se realmente o atendimento no geral, está muito ruim.
   Será que fora da Grande São Paulo, ou mesmo fora do Brasil, a situação é melhor?

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Livros: Saldo de Junho

Férias da faculdade começando, procuro algo para fazer. 
E porque não apostar em livros?

Em um e-mail de uma livraria, achei algo que parecia interessante, e o preço, mais ainda.
Escola dos Sabores de Erica Bauermeinster
Livro de ficção, sobre uma mulher que aprende a cozinhar ainda criança. Abre seu restaurante, onde também dá aulas de culinárias. Ao longo das páginas ela retrata a história de oito alunos que se conheceram em um de seus cursos, como eles se relacionam com os ingredientes e entre si.

Na sinopse do próprio livro uma parte me chamou a atenção:
"A cada aula, ela lhes apresenta um novo desafio: nada de receitas tradicionais, com quantidades definidas e descrição do modo de preparo. Em vez disso, coloca diante deles apenas alguns ingredientes essenciais e os convida a fechar os olhos e se deixarem levar pelos sentidos."

Tem um tom quase de autoajuda e romance água com açúcar, mas vamos ver o que esse livro me reserva.

Na semana passada ocorreu aqui em São Paulo a FISPAL (Feira Internacional de Produtos e Serviços para a Alimentação) e a SIAL (Salão Internacional de Alimentação).
Eu aproveitei, para conhecer as tendências e novidades na área, e fui. Chegando lá, em meio a vários stands com comidas, bebidas e máquinas, avistei o da Editora Senac.
Saí de lá com dois livros na sacola.

Iniciação à Enologia de Aristides de Oliveira Pacheco
Sempre tive uma grande vontade de estudar sobre o assunto, mas não sabia ao certo por onde começar. Achei que esse livro seria uma boa ideia.

Na sinopse do site da Editora consta:
“Longe de pretender-se completo ou aprofundado, esse livro aborda os assuntos  básicos sobre os vinhos e seus derivados, objetivando dar subsídios aos estudantes dos cursos superiores de turismo, hotelaria e gastronomia para aprofundarem seus estudos, assim como fornecer aos leitores em geral elementos para uma boa escolha nesse mercado hoje tão vasto.”


E, O Mundo na Cozinha – História, identidade, trocas, de vários autores e organizado por Massimo Montanari
Após um semestre de aulas sobre história da alimentação, resolvi me aprofundar um pouco mais no tema. Quando encontrei esse livro, pensei que poderia ter encontrado o começo da solução para a questão.

Na introdução de Massimo:
“Se nos basearmos na informação de que a cozinha tem sido equiparada à linguagem, nesse livro o leitor irá viajar entre vocábulos (ingredientes) organizados pelas regras de gramática (as receitas), de sintaxe (o cardápio) e de retórica (comportamento de convívio), numa analogia que não funciona apenas no plano técnico-estrutural, mas também para os valores simbólicos de ambos. Historiadores, antropólogos e sociólogos ainda discutem aqui o papel da cozinha como instrumento definidor da identidade cultural.”





Assim que conseguir concluir as leituras trago uma opinião mais aprofundada sobre os livros.
Enquanto isso, se alguém tiver dicas de livros, ou já leu algum desses e quer dizer o que achou, sintam-se à vontade!

terça-feira, 3 de julho de 2012

Frango com Cidra


Demorei, mas estou de volta!

Se você, assim como eu, está com aquela cidra emperrada na geladeira, eu tenho a solução!
Aquela, que você ganhou na cesta de natal da empresa, e não usou na virada do ano, e nem pretende tomar, sabe?
Então...
Aí vai uma opção de preparo bem rapidinho.

O que você vai precisar?

- 500g de drumet* de frango
- ½ cebola pizada
- 1 dente de alho picado
- 200ml de cidra
- sal, orégano e manjericão a gosto

* para quem não sabe, assim como eu até pouco tempo, drumet é a coxinha da asa.
 
Modo de Preparo

- em uma panela média, refogue a cebola e o alho em um fio de azeite
- coloque o frango e deixe dourar
- acrescente o sal, e as ervas
- por fim junte a cidra e deixe cozinhar até secar, mexendo de tempos em tempos

Dificuldade: pouca
Rendimento: serve 2 pessoas
Custo: baixo


O resultado é um frango dourado, agridoce e quase caramelizado.
Posso dizer que não recebi reclamações. 




quarta-feira, 23 de maio de 2012

Escondidinho de Carne Moída


Comprei uns brinquedinhos novos e precisava fazer alguma coisa para estrear.
Como o tempo estava curto, decidi por algo rápido, prático e gostoso, claro.

Está aí: Escondidinho de Carne Moída com Purê de Batatas

O que você vai precisar:
                                                        Fotos: Rose Castilho

- 3 batatas médias
 - 2 colheres de sopa de leite
- 1 colher de sobremesa de margarina
- 300g de patinho moído
- ½ cebola pequena picada
- 1 dente de alho picado
- 3 fatias de queijo muçarela
- sal a gosto
- orégano a gosto
- queijo ralado a gosto

Modo de Preparo:

Purê de Batatas
- corte as batatas e cozinhe em água com sal
- amasse com um garfo ou espremedor
- acrescente o leite e a margarina e corrija o sal se necessário
- reserve

Carne
- refogue a cebola e o alho em um fio de azeite
- adicione a carne e acerte o sal
- refogue até ficar dourada
- reserve

Montagem
- coloque a carne no potinho até a metade
- cubra com uma fatia de queijo
- acrescente o purê
- salpique o orégano e o queijo ralado
- aqueça em forno médio por 10 minutos

Dicas:
- você pode acrescentar azeitonas na carne.
- eu sempre gosto de colocar uma pitada de molho inglês quando estou refogando a carne, dá um sabor a mais.
- siga a receita de purê que você preferir.
- também pode trocar a carne pela de sua preferência.
- se não tiver os ramekins pode fazer uma porção única, maior.

Dificuldade: pouca
Rendimento: 3 porções (ramekin de 11cm)
Custo: baixo

Esse queijo no meio é incrível.


Como acompanhamento eu usei uma salada verde com cenoura.
Mesmo que esse não seja o escondidinho original, aquele com purê de mandioca e carne seca, eu gosto bastante e acho mais rápido de fazer.
Aceito dicas, sugestões e críticas.

Até a próxima!

sexta-feira, 4 de maio de 2012

O Mercado - Eu Fui

Apesar do atraso, venho hoje falar sobre a feira gastronômica, O Mercado, que aconteceu no último dia 21/04, no pátio do restaurante Sal Gastronomia, em Higienópolis - São Paulo/SP.

Os vinhos de Daniela Bravin e
os Cannolis de Alexandre Leggieri (ao fundo)
Como a maioria já deve saber, a ideia partiu de dois grandes chefs, Henrique Fogaça , dono do restaurante onde foi o evento , e Checho Gonzales – da Cebicheria Gonzales.

O espaço contava com mais 11 chefs, fora os idealizadores, servindo comida de barraquinha de feira na madrugada paulistana.
A estimativa é de que a feira tenha recebido 1000 pessoas e cerca 2000 não tenham entrado.



O evento abria as portas às 00hr e iria até às 05hr. Eu cheguei às 00h02 e me deparei com uma fila enorme.
Bom sinal! Parecia que a coisa tinha sido bem divulgada e que devia realmente ser de qualidade. Afinal, quando você se depara com um restaurante vazio, a primeira impressão é a de que é ruim.
Após 1h30 de fila, já começava a me questionar sobre ser, de fato, um bom sinal.
Começou a garoar.
Eu persisti.
E depois de mais 1h30 de fila, consegui entrar!

O local era pequeno, e as pessoas entravam em grupos e se apertavam, para que permanecessem em torno de 100 a 150 pessoas no pátio.  Logo que cheguei fui surpreendida, no bom sentido, por aceitar cartão para compra dos vales usados nas barracas.


 Não resisti.
Me deparei com Alex Atala prestigiando o evento. E, surpresa novamente, ele foi super simpático com todos, dando entrevistas, tirando fotos, e é claro, comendo. E também aproveitando para ter uma noção do que pode ser o Chefs Na Rua, evento que faz parte da Virada Cultural, que acontece agora dia 05/05 e 06/05 (do qual eu volto para falar em breve), e que ele fará parte.



Apesar de todos os contratempos (fila, lotação, chuva, gente mal educada e, ter acabado o Buraco Quente e os Cebiches antes de eu entrar), foi muito bacana e valeu a pena ter esperado por 3hr.
Infelizmente o cansaço estragou um pouco e me fiz voltar para casa e comer aqui, perdendo parte da graça. 

Mas vamos as comida, ou pelo menos ao que eu consumi delas.
- Arepa de frango: massa de milho de canjica grelhada com recheio de frango.(na frente)
- Hambúrguer de Carne de Porco com Erva-Doce e Laranja. (ao fundo)
- Cannoli tradicional e de nutela. (ambos  esquerda)
- Arroz de Puta Rica (não tá na foto porque comi lá).
- E tomei duas cervejas, uma dinamarquesa (lata escura) e uma escocesa (lata azul).


As comidas em casa                                                                         Fotos: Rose Castilho
Nesse link tem um vídeo bem legal para se ter ideia do que foi.

Como o intuito é de que a feira seja mensal, espero que da próxima vez seja mais organizado, e se possível em um local maior.
Não dá para só reclamar (como muitos fizeram). Por ser uma primeira edição, por ter dado tão certo a ponto de faltar comida, e por ser uma iniciativa muito bacana e com comida de qualidade, espero ansiosamente a próxima edição!


Obs.: Não consegui tirar muitas fotos porque minha pobre câmera não é tão funcional na chuva. 

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Lasanha de Berinjela


Sem me preocupar com a restrição a carne do Domingo de Páscoa, resolvi fazer um almoço mais elaborado.
Não sou muito fã de lasanhas, mas essa é especial. Comi algumas vezes na casa de uma amiga, e então resolvi tentar fazer.
Sem mais delongas, segue.

Ps.: Não é uma receita vegetariana

O que você vai precisar:

Fotos: Rose Castilho
Molho vermelho
- ½ kg de carne moída de sua preferência
- ½ cebola picada
- 300ml de molho de tomate pronto
- sal e ervas a gosto

Molho branco
- 30g de manteiga
- 30g de farinha de trigo
- 500ml de leite
- sal a gosto

Montagem
- 2 berinjelas grandes
- 300g de presunto fatiado
- 300g de muçarela fatiada
- queijo parmesão ralado para gratinar
- orégano a gosto

Modo de preparo:

Molho Vermelho
- refogue a cebola em azeite e acrescente a carne moída
- coloque sal, ervas de sua preferência e deixe dourar
- junte o molho de tomate e deixe apurar
- reserve

Molho Branco
- derreta a manteiga
- junte a farinha e mexa para não criar grumos
- acrescente o leite morno e mexa até engrossar
- reserve

Montagem
- corte as berinjelas em fatias longitudinais e cozinhe em água fervente por 5 minutos
- em uma assadeira coloque um pouco de azeite e molho de tomate
- forme uma camada com a berinjela
- coloque o presunto e o queijo por cima
- cuba com o molho vermelho
- repita a camada e cubra com o molho branco
- faça mais uma camada e cubra com o molho vermelho
- acrescente o parmesão, um fio de azeite e salpique orégano a gosto
- em um forno pré-aquecido em 180°C, coloque a assadeira e deixe até dourar o queijo por cima

Dicas:
- se não quiser colocar o molho branco, aumente a quantidade de molho vermelho e vice-versa.
- eu acrescentei salsa ao molho branco para dar mais sabor.
- cuidado com o sal nos molhos, senão quando juntar tudo fica muito salgado.
- você também pode cozinhar as berinjelas no vapor se preferir.

Dificuldade: pouca
Rendimento: 6 porções
Gasto: baixo


Como a receita já é grande, não vou me estender.
Façam e me digam qual o resultado.


Boa Páscoa atrasada para todos!

segunda-feira, 26 de março de 2012

Mousse e Dia Internacional do Chocolate


Com vontade de cozinhar desde cedo, resolvi honrar o Dia Internacional do Chocolate. E usá-lo em algo, mesmo que eu não saiba (e não tenha encontrado) motivos para tal data. Ou mesmo se é Dia Internacional ou Dia Nacional, visto que existe outra data (04 de setembro) que também é comemorado.


Ou seja, apenas resolvi fazer algo de chocolate e usar a data comemorativa como álibi.

Uma receita simples e rápida tirada do livro “Receitas para todo dia e para os outros também” da Wilma Kövesi.

Mousse de Chocolate da Wilma Kövesi

O que você vai precisar:
- 200g de chocolate meio amargo
- 2 a 3 colheres de sopa de leite
- 1 colher de sopa de café coado forte
- ¼ de xícara de açúcar (opcional)
- 6 ovos separados e em temperatura ambiente


Modo de Preparo:
- Junte o chocolate, o leite e o café em uma panela em fogo baixo.
- Mexa até derreter o chocolate, reserve e deixe esfriar.
- Bata as gemas até que fiquem claras, espessas e leves.
- Junte o açúcar e bata até ficar homogêneo.
- Misture delicadamente as gemas com o chocolate já frio.
- Bata as claras em neve, com uma pitada de sal.
- Acrescente as claras ao resto dos ingredientes aos poucos.
- Cubra com papel alumínio e leve a geladeira.


Dicas:
- como eu usei chocolate amargo, 70% cacau, coloquei o açúcar.
- você pode acrescentar uma colher de chá de essência de baunilha quando for adicionar o chocolate às gemas.
 - para sentir menos culpa em comer doces, não utilize a batedeira no preparo da receita.



Dificuldade: pouca
Rendimento: 6 porções
Gasto: baixo

Ficou um pouco pesado, mas ficou gostoso.
Consegui vencer uma barreira culinária hoje. Foi minha primeira mousse sem batedeira e sem gelatina que deu certo!